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A Fundação Gabo inicia a nona edição do Prêmio Gabo para o melhor jornalismo iberoamericano

  • O prêmio mais importante do jornalismo em espanhol e português premia o jornalismo valente e de serviço público que contextualiza, dá voz aos que não são escutados e propõe soluções.
  • Podem ser inscritos trabalhos publicados em todos os tipos de meios e em todos formatos e suportes.
  • O Prêmio Gabo vai entregar 204 milhões de pesos colombianos (em torno de US$ 55,8 mil) entre os vencedores e finalistas das 4 categorias da premiação.

    A Fundação Gabo, instituição criada em 1995 pelo jornalista e Nobel de literatura colombiano Gabriel García Márquez, abre as inscrições para a nona edição do Prêmio Gabo, a premiação mais importante do jornalismo em espanhol e em português.

    A difícil situação econômica e social criada pela pandemia da COVID-19 colocou desafios enormes para o exercício jornalístico e seu financiamento e também para a relação dos meios com seus públicos.

O jornalismo valente e de serviço público que entra nesta conjuntura para contextualizar, dar voz aos que não são escutados, denunciar injustiças e propor soluções é o tipo de exercício profissional que o Prêmio Gabo busca exaltar.

Para isso, a Fundação Gabo continua uma tradição de premiações institucionais que remonta a décadas atrás, com o prêmio entregue pelo próprio Gabo em Monterrey, no México, e que desde 2013 é possível graças à aliança da Fundação Gabo com os grupos Bancolombia e SURA, com suas filiais na América Latina.

Nas oito edições anteriores, o Prêmio Gabo recebeu 12.170 trabalhos de 34 países e premiou 47 vencedores, que são referências em excelência, coerência ética, inovação e rigor com os fatos, entre eles os ganhadores dos Reconhecimentos à Excelência e Clemente Manuel Zabala.

Esses trabalhos materializam o sonho de Gabriel García Márquez ao criar a Fundação Gabo há um quarto de século: promover a prática excelente do que ele denominou de “o melhor ofício do mundo”. São também um refúgio seguro para quem busca informação pertinente em contextos polarizados nos quais abunda a desinformação.


Detalhes para se inscrever no Prêmio Gabo 2021

Poderão se inscrever no Prêmio Gabo 2021 os trabalhos jornalísticos publicados pela primeira vez, língua espanhola ou portuguesa, entre 1º de julho de 2020 e 30 de junho de 2021, nas seguintes categorias:

Texto: para o autor ou os autores do melhor trabalho de jornalismo escrito.

Imagem: para o autor ou os autores do melhor trabalho de jornalismo visual; fotografia, vídeo, animação, visualização de dados e outros.

Cobertura: para o autor ou os autores do melhor conjunto de trabalhos sobre temas da atualidade em qualquer meio.

Inovação: para o jornalista ou equipe que tenha feito a melhor contribuição ao desenvolvimento de novos tipos de meios, conteúdos, linguagens e formas de relação com o público.

Todos os trabalhos inscritos que cumpram com as regras da premiação serão submetidos a um processo de avaliação e serão julgadas por um jurado composto por mais de 50 jornalistas de prestígio reconhecido. Depois de três rodadas de avaliação, o jurado vai escolher 10 nomeados por categoria e, destes, um grupo de três finalistas de onde sairá o vencedor de cada categoria.

Os vencedores das quatro categorias vão receber: 35 milhões de pesos colombianos (em torno de US$ 9,5 mil), um certificado e um exemplar da escultura “Gabriel”, criada pelo artista colombiano Antonio Caro. Os dois finalistas de cada categoria da premiação vão receber 8 milhões de pesos colombianos (em torno de US$ 2,5 mil).

Os trabalhos competidores deverão se inscrever na plataforma do Prêmio Gabo entre 4 de junho e 15 de julho de 2021.

Uma aposta constante no bom jornalismo

A cerimônia de entrega do Prêmio Gabo será realizada de forma virtual em novembro de 2021. Assim, a Fundação Gabo encerrará um ano no qual se apresentaram diversas apostas por um jornalismo inovador e comprometido com a verdade e a informação de qualidade.

A publicação do livro digital ‘El periodismo ante la desinformación’ é uma delas: um documento que compila reflexões sobre as raízes e o funcionamento da desinformação, e os caminhos que podem ser percorridos pelo jornalismo para contribuir com sociedades mais bem informadas e democráticas.

O livro faz parte das atividades conjuntas feitas pela Fundação Gabo e os grupos Sura e Bancolombia no programa “Ética jornalística”, que neste ano renovou uma de suas iniciativas principais: o Consultório Ético. Yolanda Ruiz e Monica González são as novas responsáveis pelo consultório e compartilham em um podcast quinzenal e um artigo mensal análises sobre as preocupações e dilemas éticos que o jornalismo enfrenta na Iberoamérica.

A Fundação Gabo vai realizar também a primeira tradução para o espanhol do Digital News Report do Instituto Reuters, para acercar o público iberoamericano do informe mais completo sobre a evolução das tendências de consumo da informação digital no mundo, e permitir aos jornalistas entenderem melhor o que o público mais valoriza na hora de se informar.

Além disso, há uma aposta no fortalecimento do jornalismo local, com um programa de formação de jornalistas de meios nativos digitais da região enfocados na cobertura de temas locais, que vai oferecer ferramentas, referências e mentoria sobre novas narrativas digitais e modelos sustentáveis.

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